16 de ago de 2015

Comentários dos leitores - Negros na bíblia













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14 de jun de 2015

Respeito a crenças?


O recente debate sobre a ativista transexual que fez cosplay de Jesus na parada gay me fez pensar novamente naquela velha questão: crenças devem ser respeitadas? Desta vez, em uma discussão, tentei resumir ao máximo minha tese em um simples argumento: ou todas as crenças devem ser respeitadas ou nem todas as crenças devem ser respeitadas. Claro, existe a minha tese, de que nenhuma crença deve ser respeitada.

1 - Se você diz que nenhuma crença deve ser respeitada, não temos problema algum (talvez algum que seja um tanto contra-intuitivo, mas que pode ser explicado posteriormente). No entanto, se diz que todas as crenças devem ser respeitadas, temos um problema, porque alguém poderia inventar uma crença bizarra e todos teriam que respeita-la. Por exemplo, eu poderia ter uma adoração fanática por Michael Jackson a ponto de crer que deve ser proibido publicar imagens de Michael Jackson. Se a tese de que todas as crenças devem ser respeitadas for verdadeira, então essa crença deveria ser respeitada e, para que respeitem minha crença, as pessoas não deveriam publicar fotos de Michael Jackson. Eu poderia criar as crenças mais bizarras possíveis e todos teriam que obedece-las para que não me desrespeitem, por exemplo, eu poderia crer que é errado usar vermelho na segunda-feira ou que as pessoas devem atravessar faixas de trânsito fazendo moonwalk.

2 - Parece que crenças bizarras não devem ser respeitadas, portanto, nem todas as crenças devem ser respeitadas. No entanto, quando se tenta definir quais crenças devem ou não devem ser respeitada, cai-se imediatamente em contrassensos injustificáveis. Alguém poderia dizer que minha crença não deve ser respeitada porque apenas eu a tenho. Ora, se o respeito à crenças é um direito, não importa quantas pessoas partilham dela. Além do mais, eu poderia perguntar a partir de quantas pessoas uma crença se tornaria digna de respeito. Poderiam dizer que minha crença não é arraigada como uma crença religiosa. No entanto, isso é algo impossível de ser provado. Poderiam alegar que minha crença não deve ser respeitada justamente por ser bizarra. No entanto, fica difícil definir o que é uma crença bizarra, eu sempre poderia alegar que a crença de que não devemos enfiar um crucifixo no ânus é, para mim, uma crença bizarra. Além do mais, ao tentar justificar por que algumas crenças não devem ser respeitada, sempre corremos risco de usarmos um certo nepotismo, criando critérios que favorecem sempre as nossas crenças em detrimento das demais. A resposta mais comum é a de que crenças devem ser respeitadas se e somente se desrespeita-las gera ofensa por parte de quem tem tal crença. Mas isso não muda nada no caso de crenças bizarras. Eu poderia me sentir profundamente ofendido se alguém publicar imagens de Michael Jackson, portanto, minha crença deveria ser respeitada.

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3 de mai de 2015

Leslie Nielsen mito




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28 de abr de 2015

Jesus no Comando

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24 de abr de 2015

Determinismo e Liberdade


Determinismo

 

Existem posições nas narrativas mitológicas gregas sobre o "destino". O homem antigo se vendo dentro de um caminho traçado não tinha responsabilidade sobre suas ações, pois o caminho a percorrer já estaria traçado pelo destino.

Os gregos começaram, mesmo que de forma tímida, a colocar a racionalidade em confronto com esse destino intransponível. Lendo sobre Édipo Rei você tem essa noção, pois Édipo - dentro do relato mitológico - teria fugido de todas as formas possíveis desse destino que o cercara, a saber, a morte do próprio pai por suas mãos e o amor consolidado em sua mãe. Mesmo o destino tendo se cumprido, Édipo tentou até o fim confrontá-lo! E assim vemos que o homem começa a questionar esse determinismo que nos diz o que somos, como iremos viver e como iremos morrer.

Determinismo seria, segundo dicionário filosófico, “a teoria segundo a qual tudo está determinado, isto é, submetido a condições necessárias e suficientes, elas próprias também determinadas” ¹. Coisas relacionadas “a prever o futuro de forma infalível” como destino, búzios, horóscopo, cartas ou qualquer outro método adivinhatório, são determinismos. E, além disso, dentro do cristianismo estamos presos a um determinismo, mas só falarei mais abaixo. Seguiremos o raciocínio com dois exemplos.

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20 de abr de 2015

"Foi a vontade de Deus!"

 

Associar tudo a Deus é bem natural, visto que todo mundo acredita que ele estaria por trás de tudo o que existe no mundo. Das alegrias até as tristezas: tudo seria obra do criador para um bem maior! Exemplo de pensamentos: “Tem câncer? Vish! Doença do diabo!”, “Curou? Graça a Deus!”, “Deus precisa que você fique doente e quase morrendo pra agir, evitar que é bom...”, “Deus escreve certo por linhas tortas”. 

Alguns cristãos (pra não dizer que são maioria) e uma boa parte dos ateus acreditam que as mazelas da humanidade existem por um motivo: para os cristãos, a existência de várias mazelas é prova da falta de Deus no mundo; para os ateus, é prova de sua incompetência. E eu – mesmo ateu – fico com uma terceira opção. 

Para cada grupo aqui, essa visão de responsabilidade das várias atividades que ocorrem no mundo são formas de justificar suas crenças ou falta de crenças. No entanto, problemas sociais e da natureza são – no geral – problemas do homem. Causados por ele e que ele mesmo é vítima, porém não percebendo isso, colocam a culpa/responsabilidade em outro ser, que seria Deus. Segundo os cristãos, as mazelas do mundo são sinais de que “o messias irá voltar!”, frase essa que tem, pelo menos, uns 2400 anos! Todo problema no mundo será mais uma desculpa esfarrapada para os homens esperarem por Deus, afinal só ele iria corrigir isso tudo! E mesmo existindo a maldade, isso é para um cristão sinal de fé, isto é, de que só a luz poderia combater as trevas! Você nunca irá convencer um cristão que Deus não existe dizendo que o mal existe! Se você – amigo ateu – faz isso, está perdendo seu tempo! Os ateus, em contrapartida, encontram nos problemas da humanidade, no mal provocado, como desculpa para afirmar que Deus não existe. Em um primeiro momento, isso faz muito sentido, mas depois você percebe que o mal que assola o homem é provocado por ele mesmo. Então Deus não teria nada a ver com o mal que assola o mundo. 
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18 de abr de 2015

Versiculos ocultos


Amém
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